terça-feira, 17 de abril de 2012

Resumo da matéria do 7º Ano A e B


         O objetivo desse texto é preparar os alunos das turmas 7º Ano A e B para a avaliação de história, ressaltando que as questões cobradas na provas foram elaboradas de acordo com o que foi estudado na sala de aula.
         Primeiramente devemos destacar as principais características de uma religião completamente diferente do cristianismo, o Islamismo. Essa religião, criada através dos ensinamentos do profeta Maomé, possui uma ligação muito forte com os povos árabes. Basta ressaltar que foram os árabes os responsáveis pela expansão da cultura islâmica pelo Oriente Médio e até mesmo em algumas regiões da Europa.
         Como abordamos na sala de aula, as principais características da religião islâmica são:


Ø Orar cinco vezes ao dia voltado para Meca;
Ø Jejuar no mês do Ramadã;
Ø Dar esmolas;
Ø Não ingerir bebidas alcoólicas;
Ø Visitar Meca pelo menos uma vez na vida.

Contudo, preocupem-se em entender alguns conceitos históricos importantes como as diferenças entre politeísmo e monoteísmo. Antes de qualquer analise mais profunda, devemos entender que a principal semelhança entre o Cristianismo e o Islamismo é o monoteísmo, ou seja, a crença em um único Deus. Além disso, os seguidores das duas religiões acreditam na vida após a morte, tanto é que quando os islâmicos travaram uma guerra na tentativa de expandir os ensinamentos de Allá, o profeta Maomé pregava a idéia de que quando um guerreiro morria defendendo o islã, ele iria morar no paraíso, junto com os defensores da religião.
Outro conceito importante que deve ser analisado diz respeito à hégira. A tradução dessa palavra está relacionada à “fuga”. Esse episódio da história do Islamismo retrata a fuga de Maomé e de seus seguidores da cidade de Meca, quando o profeta sofria ameaças dos comerciantes locais. O líder islã pregava um novo modo de vida, contrário as tradições dos ricos mercadores, ameaçando os seus interesses comerciais.
As lições e ensinamentos adotados pelos islâmicos encontram-se no seu livro sagrado, o alcorão. Nesse livro estão todas as regras e mandamentos que os seguidores da religião devem seguir para adorar o seu deus, Allá.
Vale frisar que as roupas, as tradições, a cultura e os costumes dos povos islâmicos são totalmente diferentes dos cristãos. Contudo, como foi discutido em sala de aula, cabe a todos nós respeitarmos as atitudes e modos de vida diferentes dos nossos. A tolerância e o respeito devem ser colocados acima de tudo ao estudarmos as comunidades, cujos traços religiosos são diferentes.
Uma das questões abordadas na sala de aula e que será cobrada na prova está relacionada à expansão marítima. Os portugueses foram os pioneiros, isto é, os primeiros a se aventurarem nesse empreendimento. Todavia, devemos analisar os principais motivos que fizeram dos portugueses os “desbravadores” do chamado “mar tenebroso”.

Ø A posição geográfica;
Ø Conhecimento de técnicas de navegação;
Ø União entre a burguesia e o rei;
Ø A centralização política;

Os navegantes portugueses e, posteriormente, os espanhóis, estavam em busca das especiarias, condimentos como cravo, canela, pimenta, sal, entre outros. Esses produtos tinham um grande valor na Europa, já que, como não existia geladeira, eles eram utilizados para conservar o gosto dos alimentos. Devemos ressaltar que, como o caminho para as Índias (local onde esses condimentos eram encontrados), passando pela Ásia estava interrompido em decorrência da ação dos muçulmanos, a maneira encontrada pelos navegantes foi contornar o sul do continente africano.  A partir desse momento, Cristóvão Colombo chegou à América acreditando ter chegado às Índias, tanto é que nomeou os habitantes do continente de índios. Seu equívoco só foi provado depois por um cartógrafo chamado Américo Vespúcio (tanto é que esse continente se chama América em homenagem a esse personagem da história das grandes navegações).
Quando os portugueses chegaram ao Brasil encontraram os nativos. Devemos frisar que, nesse momento, houve um choque de culturas muito significativo. Os europeus, com suas tradições e os indígenas, com seus traços culturais específicos. Nesse primeiro instante verificamos que o principal interesse dos portugueses foi pelo pau-brasil, uma árvore utilizada na Europa na ornamentação de roupas. Com isso, os nativos foram obrigados a trabalhar na retirada da madeira. Em troca, eles recebiam bugigangas, como espelhos, facas, bijuterias, cordão, roupas, enfim; objetos de pouco valor para os europeus.
Minha preocupação é ressaltar que os nativos não eram ingênuos como algumas pessoas afirmam. Na verdade, os objetos oferecidos pelos portugueses eram desconhecidos por eles, causando admiração por parte dos índios. Todavia, devemos afirmar que os nativos foram explorados pelos portugueses de uma forma intensa, pois eles estavam apenas acostumados a plantarem para o próprio consumo. Com a chegada dos portugueses, eles foram obrigados a trabalhar exaustivamente. Porém enganam-se as pessoas que afirmam que os nativos aceitaram essa opressão de uma maneira pacífica, pois existiram vários conflitos entre indígenas e os portugueses.
O último tópico da nossa prova está relacionado aos estudos referentes à África. Na nossa apostila, estudamos sobre os principais reinos do continente e como eles se organizavam política e economicamente. O principal deles é o reino de Gana, cuja economia girava em torno da intensa produção de ouro. Outro reino importante é Timbuctu, que se tornou um grande centro de difusão do Islamismo. Devemos ressaltar que também estudamos a constituição de uma importante comunidade africana que aderiu ao cristianismo, Aksum. Vale lembrar que outra nação importante que analisamos na sala de aula foi a nação de Ifé, que produzia esculturas de terracota de uma forma impressionante. Já o reino de Benin reproduzia nas esculturas os feitos de seus governantes, como oni, por exemplo. E por último debatemos sobre a constituição da comunidade Mali, cujo líder, Mansa Musa, ficou marcado na história por sua peregrinação à cidade de Meca, local sagrado para os islâmicos.
Devemos enfatizar, por último, que uma série de idéias preconceituosas foram criadas sobre o continente africano. Escritores como George Hegel, que afirma que a África “não tem história”, analisam o continente baseados no modelo de civilização europeu. Em outras palavras, alguns “intelectuais” afirmam que existe “ordem”, “desenvolvimento”, “progresso” e “cultura”, somente no continente europeu, e que tudo que acontece fora desse continente é marcado pela “barbárie” e “selvageria”, como afirma o autor. Como se somente os europeus fossem os detentores da “civilização”, e, em contrapartida, os africanos seriam povos decadentes e sem valor histórico.
Estudamos na sala de aula o quanto a civilização africana é rica, complexa e dinâmica. Cabe a nós valorizarmos e respeitarmos as tradições de povos diferentes, mas que possuem uma forte ligação com o Brasil. (Nossa história cultural é marcada pela mistura das três etnias: a européia, dos portugueses; a indígena, autóctone e a negra, de origem africana).
Espero ter contribuído para esclarecer dúvidas que ficaram pendentes no decorrer das aulas. Um grande abraço para todos e bons estudos.

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